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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

novidade! novidade! abre segunda-feira no príncipe real um restaurante de brunches e almoços saudáveis

É já na próxima segunda-feira, dia 25, às 10h, que o novíssimo Naked abre as portas na Rua da Escola Politécnica, onde estão as nascer restaurantes como cogumelos. Para já, abre em regime de soft opening (que é o conceito a que todos os novos espaços recorrem para justificarem ou anteciparem eventuais desgraças nos primeiros dias) das 10h às 18h, mas a ideia é também servir jantares num futuro próximo.

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os 32 minutos de espera para trazerem a ementa do chef ljubomir stanisic no sublime comporta

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Antes de qualquer outra coisa, tenho de fazer uma declaração de interesses: estou a escrever este texto com o mesmo nível de stress que o pai do Marty McFly sentia cada vez que se aproximava do Biff, no filme Regresso ao Futuro. Não é que o chef Ljubomir Stanisic costume bater na cabeça das pessoas a perguntar se está "Anybody home", mas convenhamos que escrever sobre um restaurante supervisionado por alguém que aparece no jornal Expresso a destruir uma mesa de jantar com um martelo para demolir paredes é tudo menos tranquilizador. Especialmente se tivemos de esperar mais de meia-hora para que nos trouxessem a ementa das sobremesas. Mas já lá vamos. Antes, é preciso falar da decoração deste hotel na Comporta, perto de Grândola.

 

 

novidade! novidade! o novo restaurante de diogo noronha abre já para a semana com peixe, marisco e comida biológica

Chama-se Pesca e é a grande novidade do dia. Na próxima terça-feira, dia 26 de Setembro, o chef Diogo Noronha, ex-Rio Maravilha e ex-Casa de Pasto, vai abrir o seu novo restaurante no Príncipe Real, em Lisboa. Para já, sabe-se que a ementa vai andar à volta do peixe e do marisco cozinhados de forma criativa. A acompanhar, haverá ingredientes biológicos: cogumelos, couves, batata doce, espinafres selvagens ou beringelas, por exemplo.

Há meses que Diogo Noronha está a trabalhar na nova carta e, na sua página de Instagram, tem revelado algumas experiências que fez, como este tentador prato.

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o pão é carcaça, a maionese não é caseira, o ambiente é caótico – então o que faz deste um dos restaurantes mais famosos do algarve?

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Nunca julguei possível poder gostar de um couvert composto por umas torradas de carcaças cortadas ao meio, barradas com uma manteiga de qualidade duvidosa e acompanhadas por uma maionese Hellmann's com alho. Só a ideia de misturar manteiga e maionese no mesmo pedaço de pão já deixa a minha querida e pseudo-saudável Mulher Mistério à beira de um colapso nervoso. E então se esse pedaço de pão for a velha e desenxabida carcaça que acompanhou anos e anos dos meus lanches de infância, o cenário ainda se torna mais improvável. Mas, no entanto...

...no entanto, assisti verdadeiramente abasurdido ao aspirar de torres de carcaças torradas mergulhadas em maionese. Não só por parte da minha querida Mulher Mistério, mas de toda a família em peso (e aqui a palavra peso aplica-se com todo o seu significado).

Na verdade, aquelas torradas tornam-se irresistíveis exactamente por me lembrarem da minha infância, quando os lanches eram feitos de carcaças com manteiga sem qualquer tipo de peneiras. Quando não havia hipermercados Continente nem dezenas de marcas de manteiga para comprar. Quando uma simples maionese de alho era o supra-sumo da gourmesice nacional.

 

 

"basta"! guia michelin indigna-se com uma sobremesa servida em cima de um chinelo

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É a polémica do momento no mundo da alta cozinha. Nem o Guia Michelin aguenta mais as invenções dos chefs de topo para chamarem a atenção dos críticos e dos clientes. Na semana passada, o prestigiado guia internacional publicou, na sua conta britânica no Twitter, uma fotografia de uma sobremesa servida em cima de uma Havaiana com o seguinte comentário: "Enough now".

A sobremesa faz parte da carta do restaurante alemão Falco, em Leipzig, que recebeu duas honrosas estrelas Michelin no guia de 2017. E alguma coisa me diz que é capaz de perder, pelo menos, uma delas em 2018.

 

 

aquele lugar que não existe, o restaurante mais secreto e misterioso de lisboa

Não existe no Facebook, não existe no Instagram, não existe no Zomato e mesmo na rua só existe se for com muita atenção, porque não há qualquer placa à porta a identificar o local. Chama-se Aquele Lugar Que Não Existe, abriu no ano passado e os donos querem mantê-lo assim: discreto, misterioso, quase familiar – frequentado apenas por amigos, conhecidos e pessoas próximas a quem for passada a palavra.

Nós fomos lá parar por acaso, depois de termos ouvido falar deste espaço em Marvila, que para mim é um dos bairros mais criativos e surpreendentes de Lisboa. 

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novidade! novidade! o vila joya abriu um restaurante de praia com mini hambúrgueres a €11

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Estou em transe com esta novidade! Acabou de abrir um restaurante que foi feito a pensar em mim. Aliás, se eu abrisse um restaurante seria exatamente assim: lindo, em cima do mar e com uma ementa de luxo. Mas como só tenho jeito para comer e não para cozinhar, vou massacrar tanto, mas tanto, o meu querido Marido Mistério que vou conseguir convencê-lo a abrir os cordões à bolsa e irmos ao Vila Joya Sea.

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esqueça tudo o que já viu até aqui: a noélia é um restaurante do outro mundo e fica no algarve

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Está com fome? Antes de qualquer outra coisa, é melhor ter fome porque hoje não lhe vou falar de comida – vou falar-lhe de muita comida. E de óptima comida. Este restaurante é uma das maiores preciosidades do Algarve. Chama-se Noélia & Jerónimo (ou só Noélia, para os mais íntimos), fica em Cabanas de Tavira e é lá que come alguns dos mais fabulosos, originais e criativos petiscos de peixe e marisco.

Os ingredientes são fresquíssimos, muitos deles vindos directamente da Ria Formosa, mesmo à frente da esplanada. E todos são tratados com um toque de originalidade que consegue juntar a tradição a que estamos habituados com a surpresa mais inesperada. 

 

 

é bar, é restaurante, está na moda e é um dos sítios mais espectaculares de lisboa

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Tem música alta, tem mesa de DJ, tem clientes que passaram mais tempo no cabeleireiro do que a dormir na noite anterior e, se ainda tem dúvidas de que estamos no último sítio da moda em Lisboa, então tome atenção ao aviso colocado à porta de cada casa-de-banho individual: "1 only".

Chama-se JNcQUOI e abriu no final de Abril, no edifício do Teatro Tivoli, em Lisboa. Mas, em menos de dois meses, já se transformou no local mais in da noite. E do dia também. No andar de cima, fica o restaurante, mais caro e formal (pelo menos cerca de €50 por pessoa), onde encontra a taxa de políticos e empresários por metro quadrado mais elevada da capital. Aí tem um ambiente que mistura a arquitectura clássica do teatro com alguns detalhes modernos, como um esqueleto gigante de dinossauro no meio da sala.

No andar de baixo, fica o DeliBar, ligeiramente menos caro e bastante mais descontraído, que é uma mistura de bar e balcão de petiscos sofisticados. Pelo meio, o JNcQUOI ainda tem uma mercearia gourmet (tudo o que come no DeliBar pode comprar para levar para casa), a loja masculina da marca de roupa Fashion Clinic, um cantinho onde se vendem os bolos e macarons da famosa Ladurée e uma mini-livraria com os livros da Assouline, a mais importante editora de luxo do mundo. 

 

 

depois da polémica sobre o nome, vamos ao que realmente interessa: come-se bem no café colonial?

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Não sei exactamente o que é que pode levar alguém lúcido a chamar Café Colonial a um restaurante em pleno século XXI. Mas também não perco mais de 20 segundos a pensar se o proprietário do restaurante tem uma colecção de chapéus do Mouzinho de Albuquerque em casa.

O nome é infeliz? É. Mas não é por causa de um nome infeliz que depreendo que o proprietário gostaria mesmo era de estar a beber um gin tónico, na baía de Luanda, enquanto era abanado por meia dúzia de indígenas com folhas de bananeira nas mãos. Tal como não depreendo pelo nome que os donos da Casa das Ratas são feministas convictos. Ou que os sócios do Querido, o Jantar Está Pronto são perigosos machistas que defendem que as mulheres nunca deviam ter saído da cozinha. Também não acredito que a tasca Larga a Velha nasceu para perseguir a terceira idade. Ou que o Restaurante do Alívio é um urinol público. 

 

 

pombos, vendedores de óculos escuros, turistas e umas ostras divinais: o nosso almoço no novo restaurante do chef kiko

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Não tenho qualquer tipo de escapatória. Estou verdadeiramente sitiado por bandos de turistas que falam com o tom de voz da Cristina Ferreira em dia de entusiasmo supremo. E mesmo que tivesse escapatória, a alternativa não seria muito melhor: uns passos mais à frente, uma condutora de tuk tuk discute audivelmente com um arrumador de carros, de jornal em punho, que a repreende por ter parado a mota no meio da estrada para mostrar um mapa a um grupo de turistas.

Atrás de si, quase dez carros começam a apitar desenfreadamente em sinal de protesto contra a fila. O condutor de um camião do lixo sai para a rua para se juntar à confusão. Entretanto, sou abordado por um vendedor de óculos escuros. Digo-lhe que não quero. Insiste em inglês. Digo que sou português. Insiste em português. Volto a recusar. Enquanto ele se afasta, um pombo aproxima-se e voa para cima da minha mesa. Meu Deus, onde é que eu me vim meter?!

Na esplanada do novo restaurante O Surf & Turf, no Mercado da Ribeira, em Lisboa.

 

 

será que este é o melhor gelado de lisboa?

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Está oficialmente aberta a época do gelado. Com estes 30 graus à sombra das seis da tarde, já não sei o que fazer para tentar arrefecer este meu corpinho de Adónis. Ou melhor, até sei – o problema é a tirania dietética da minha querida Mulher Mistério que, depois de ter sobrevivido à dieta das modelos da Victoria's Secret, acha-se uma top model em potência.

Por mim, refrescava-me com gelados ao pequeno-almoço, ao almoço, ao lanche, à ceia e ao jantar. E especialmente depois de ter provado os divinais gelados artesanais da Davvero, no Cais do Sodré.

 

fomos jantar ao melhor restaurante do porto segundo as redes sociais

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Ter 4,9 valores no Zomato está hoje para um restaurante quase ao mesmo nivel do que ter o Salvador Sobral no Festival da Canção. E o Terminal 4450, em Leça da Palmeira, consegue isso e mais algumas coisas: a avaliação é a mais alta de todo o Porto naquela rede social e foi atingida através de uns significativos 516 votos e não através da boa vontade da família dos donos. Se isto não chega para lhe despertar o apetite, fique a saber que aos 4,9 valores do Zomato se juntam uns pomposos 4,7 valores dados pelos clientes no Facebook e uns honrosos 4,5 no TripAdvisor.

É claro que, perante tanta agitação, nós não podíamos ficar quietos no nosso cantinho. E, por isso, organizámos uma excursão mistério para levar a família em peso até ao restaurante mais popular do Porto. Não foi uma, não foram duas, foram seis esfomeadas almas atentas a todo e qualquer detalhe deste verdadeiro fenómeno da restauração cibernética.

 

 

um almoço saudável em lisboa: os deliciosos e viciantes pokes do sea by local, no palácio chiado

O Palácio Chiado, na rua do Alecrim, abriu há um ano e o conceito mantém-se com alguns ajustes e pequenas alterações. Uns restaurantes abandonaram o espaço como a Espumantaria, no andar de cima, e o Páteo do Palácio, no piso de baixo, mas multiplicaram-se as mesas e as cadeiras (com costas, graças a Deus, porque a idade já não perdoa) e o serviço melhorou consideravelmente. 

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a nossa aventura no beco cabaret gourmet, o restaurante mais surpreendente de josé avillez

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À minha esquerda um grupo de quatro homens comenta e ri-se com o nervoso miudinho típico de quem acha que acabou de entrar no Elefante Branco dos restaurantes Michelin; à minha direita, um grupo de casais cinquentões, de camisa branca e blazer azul escuro, fala espalhafatosamente como se tivesse acabado de sair directamente do T-Clube, em 1992; à minha frente, um homem totalmente careca, de fato escuro e barba hipster, olha para toda a gente com um ar sério e impenetrável – é o anfitrião do Beco Cabaret Gourmet, o novíssimo restaurante de José Avillez.

Na verdade, o Beco não é bem um restaurante. É um espectáculo de música e dança com um óptimo jantar a acompanhar. Por isso, se espera vir para aqui conversar calmamente, num tête-à-tête romântico, o melhor é cancelar já a reserva e tentar poupar os €260 do jantar duplo sem bebidas incluídas.

O Beco não é barato, o que significa que convém perceber muito bem o que isto é, antes de se atirar para esta experiência de cabeça fresca e carteira cheia.