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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

pousada santa maria do bouro, uma viagem incrível até ao século doze

pousada-de-amares-home-03[1].jpgChegámos já de noite debaixo de uma chuva imensa. Apesar dMas o dilúvio, não foi difícil encontrar a imponente Pousada de Amares, em Santa Maria do Bouro, algures entre Braga e a serra do Gerês. Estava um frio de rachar e eu previ o pior ao olhar para aquelas paredes de pedra enormes. Imaginei-me a entrar numa arca frigorífica. Primeira boa surpresa: a receção estava tão quente e acolhedora que comecei logo a tirar casacos atrás de casacos. Não resisti e perguntei ao solícito rececionista:

- Como é que conseguem manter esta temperatura num mosteiro deste tamanho com as paredes e o chão em pedra?

Apontou, com um sorriso triunfante, para umas discretas grades que percorriam os rodapés das paredes.

- Temos aquecimento central em toda a pousada.

Suspirei de alívio. De facto, só voltei a pôr um casaco quando fomos embora.

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O caminho até ao quarto é um labirinto de boas surpresas. O mosteiro da Ordem de Cister do séc. XII foi alvo de um trabalho notável de restauro liderado pelo arquiteto Eduardo Souto Moura. O silêncio e a iluminação dos intermináveis corredores transportam-nos para o tempo dos monges cisteres. As suas 32 celas foram transformadas em confortáveis quartos, adaptando-os às comodidades exigidas dos tempos modernos. Com vistas panorâmicas sobre a serra através de enormes janelas de vidro, estão equipados com televisão por cabo, mini-bar, e, claro, casa de banho privativa, toda forrada a mármore.

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O nosso quarto era minimalista com o estritamente necessário, mas ao mesmo tempo enorme e super confortável, talvez até demasiado quente para o meu gosto. A cama, no nosso caso, as camas (porque eram duas camas de solteiro juntas) eram excelentes. Os lençóis e os edredões, brancos, eram leves, macios e quentes, as almofadas eram de penas, o que, de facto, faz toda a diferença. O único defeito que encontrei no quarto foi na casa de banho. O duche tinha pressão a mais e como a saída era demasiado estreita, os jatos de água magoavam a sério. Quando acabei de tomar banho, receei estar em carne viva.

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santa-maria-bouro-01.jpgA pousada está muitíssimo bem dividida. A receção está estrategicamente situada no meio. De um lado, estão os quartos, do lado oposto as várias salas. Todo o mosteiro manteve as paredes e o chão de pedra (exceto nos quartos cujo chão é de madeira), os corredores que nos levam às salas estão iluminados por mini lanternas com velas espalhadas pelo chão. Além dé uma sala com uma enorme lareira, há o bar, a sala de jogos, a sala de bilhar e finalmente, o ex libris desta pousada: o restaurante.

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É provavelmente das salas mais bonitas onde jantei. O seu teto alto, as paredes de pedra maciça, os fornos antigos, a imponente mesa de pedra ao centro levam-nos numa viagem a um passado tão distante que se torna difícil acreditar que chegaram até aos nossos dias. O jantar foi bom mas não foi extraordinário. Partilhámos um carpaccio de polvo (que veio quente, nunca tal tínhamos visto) e um arroz de cabrito que estava bom. Já se sabe que nesta região se come sempre bem, mas o jantar definitivamente não surpreendeu. O mesmo se passou com o pequeno-almoço: é bom, cumpre os mínimos, mas não é nada de outro mundo nem digno de uma mesa extraordinária como aquela. É certo que chegámos já perto do fim, por isso, lá nos atirámos ao pão, à broa, ao queijo e aos doces caseiros. O sumo de laranja não era natural e os ovos mexidos estavam frios, o que não se compreende num hotel destes.

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Como apanhámos mau tempo, não deu para aproveitar o exterior do hotel. Quando a chuva se dignou a parar, durante uns parcos 20 minutos, percorremos os jardins, fomos até à piscina, um percurso de onde se pode apreciar toda a beleza do edifício, nesta altura com as parras em tons de fogo a cair pelas paredes, e acabámos no extraordinário pátio dos claustros que, no verão, promete ser um spot imbatível.

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A pousada sugere atividades no exterior como canoagem, pesca, caminhadas e passeios a cavalo, além da piscina, claro, tudo programas que a chuva deitou por terra. E convém lembrar que a Pousada de Amares situa-se a minutos do Parque Nacional da Peneda Gerês, que tem paisagens do outro mundo, sobretudo para quem é fã do tão na moda turismo de montanha. Se for adepto do chamado turismo cultural ou religioso, não deixe de ir a Braga, que fica a poucos quilómetros da pousada e é um dos principais centros religiosos de Portugal, sendo conhecido pelas suas igrejas barrocas, deslumbrantes casas do século XVIII e inúmeros jardins e parques. Se gosta de viajar até ao passado, de lareiras grandes e de ambientes iluminados por velas, não espere para marcar um fim de semana neste reduto de silêncio e conforto. Se é daqueles que não consegue estar quieto, para quem um livro é sinónimo de uma grande maçada, e se adora passeios e aventuras na serra, espere pela primavera e passe aqui uns dias. Vai ver que, de uma forma ou de outra, não se vai arrepender.

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O bom

O quarto

O mau

O carpaccio de polvo e o duche

O ótimo

A sala de jantar

 

Uma ótima viagem ao passado para si,

Ela

 

fotos: pousadas de portugal e casal mistério

O Casal Mistério é colaborador habitual do site Lifecooler

the green chef estreia-se no station já em janeiro

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Depois dos Djs, chegou a vez dos chefs convidados. A partir de janeiro, o Station convida um chef por mês para apresentar os seus pratos e menus inovadores. E a primeira convidada é Sarah Maraval, mais conhecida por The Green Chef. Anote na sua agenda: 21 de janeiro, quarta-feira, a partir das 20h30, é o dia da grande estreia. Foi na Califórnia, na conceituada academia de Matthew Kenney, conhecido como “O Guru da Raw Food”, que Sarah aprendeu tudo sobre cozinha saudável. Hoje, a The Green Chef só trabalha com produtos orgânicos e não processados e ingredientes naturais, como legumes, frutas e frutos secos, criando pratos nutritivos, saudáveis e, claro, deliciosos.

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O menu que será servido em janeiro no Station é unica e exclusivamente composto por “raw food”, que é como quem diz, comida crua. Mas não se assuste. É mesmo bom. Quer ver?

GreenChef_3.jpgA entrada é uma sopa quente de miso e pistácio, seguido de um carpaccio de beterraba e funcho confitado, e o prato principal são uns Vermicelli artesanais feitos à base de legumes sazonais, com molho de amêndoa semi picante e crocante de frutos secos marinados. Para sobremesa, a chef fará um sorbet cremoso de citrinos com molho cacau semi-picante. Os jantares, que funcionam por reserva antecipada para um número máximo de 50 pessoas, custam 40€ sem vinho e 45€ com o vinho sugerido pela chef.

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É desta que a minha dieta arranca. Pratos mais saudáveis deve ser impossível de encontrar, e lá que têm boa aspeto, lá isso têm. Se eu já era fã do Station, com iniciativas destas, fiquei fã número um.

NFZ_9847.JPGUma excelente e saudável alimentação para todos,

Ela

 

fotos: station

 

fomos provar um gin com malagueta picante ao novo bar do gin club (e quinta-feira tem desconto de 50% no segundo copo)

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Prepare-se para o primeiro choque: já alguma vez provou um gin tónico com malagueta? Sim, estamos a falar de malagueta verdadeira, picante, daquelas que lhe deixa a língua a arder.

Agora, o segundo choque: nesta quinta-feira, dia 11, quem passar, a partir das 18h, pelo The Urban Bar, no Hotel Santa Marta, na Rua de Santa Marta, em Lisboa, tem 50% de desconto no segundo gin. Dito isto, vamos lá fazer a básica conta de somar: sabe em que bar é que pode beber o tal gin com malagueta? Parabéns, o Ferrari é seu – no The Urban Bar.

Nós, que preferimos a discrição tranquila recomendável a um Casal que se quer Mistério, passámos por lá subrepticiamente num destes dias de fim de Outono. E demos de caras com esta provocação do mundo do gin. É claro que, aventureiro qual Michael Knight do século XXI, atirei-me de cabeça nesta ousadia. E não me arrependo. Minimamente.

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O gin 

O gin britânico Opihr tem os paladares dos botânicos mais exóticos: pimenta preta Tellicherry da Índia, coentros de Marrocos ou pimenta de Java, na Indonésia. Tudo aqui é oriental. E, por isso, liga bem com mais exotismo. No The Urban Bar, que desde o início de Novembro tem os gins a cargo do Gin Club, os mesmos do Sushi Café Avenida e da Doca de Santo, serviram-me o Opihr com uma Scweppes premium de pimenta rosa, uma casca de laranja e umas fatias de malagueta, com as sementes prontas a misturarem-se com o gin.

No início, não sente tanto a malagueta. Mas, à medida que vai bebendo, o gin torna-se cada vez mais picante. É muito, muito boa a mistura entre a tónica e a malagueta. Tudo isto veio com umas enormes pedras de gelo (perfeitas) e com uns aperitivos orientais a acompanhar (isso é que já não faz muito o meu género – preferia amendoins com wasabi ou uns pistácios).

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O ambiente 

Quando eu fui, a meio da semana, o bar estava vazio, o que é uma pena. Tem uma decoração engraçada, com materiais recicláveis. O hotel é ecológico e todas as zonas, dos quartos ao spa, estão pensadas com base nos princípios do feng shui.

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O serviço 

Como o empregado estava ali apenas para nós, correu tudo lindamente. O gin foi feito com cuidado e nunca faltou nada. Mesmo em relação aos aperitivos, não tivemos de pedir: vieram logo com o gin.

Se alinhar nesta aventura do gin com malagueta, aproveite para o experimentar com a promoção de quinta-feira. Se não, tem mais uma enorme carta à sua escolha.

 

Bons gins para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: facebook opihr e santa marta boutique hotel

há uma linha que separa o dia da noite no equador bar e bistrot…

10295264_723385867704088_4630163955057769949_o.jpg... E nós fomos de dia. O que foi uma pena. O restaurante tem todos os ingredientes para ser um sucesso e estava vazio. Tem uma excelente localização, no coração do Chiado, uma decoração original, com paredes forradas com postais antigos, e uma ementa apetecível, com sabores do mundo. Apesar de tudo isto, tinha apenas uma mesa ocupada: a nossa.

920109_550412631668080_1498831658_o.jpgO ambiente

O Equador é daqueles restaurantes que vistos da rua, apetece entrar, e não dececiona. Tem o charme de um bistrot num espaço em que o passado foi preservado, como os azulejos que enchem metade das paredes ou o chão com mosaicos antigos. Uma das paredes laterais está totalmente forrada com postais antigos, comprados na feira da Ladra.

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Outra parece um imenso quadro de ardósia onde já esteve a ementa, nesse dia tinha um texto corrido, e no meio da ardósia, um curioso espelho pintado. As mesas são sóbrias, de madeira escura, tal como as cadeiras, sendo que estas não são muito confortáveis. Por aqui ficámos, porque o segundo andar nem sequer estava aberto nesse dia.

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A ementa

A ideia é servir sabores do mundo. E, de facto, o menu inclui pratos norte-americanos (como o t-bone e o bom e velho hambúrguer), tailandeses (como o Tom Yam Kung, um caldo ácido-picante com camarão, cogumelos, tomate cherry e coentros), portugueses (como a coxa de pato estaladiça com molho agridoce, a tranche de salmão e o prego de atum), indonésios (como o Nasi Goreng, um arroz salteado com legumes e ovo estrelado).

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Só que, pelo menos ao almoço, o mundo reduz-se a isto. A escolha não é muita. Fomos com um amigo nosso que optou pela coxa de pato (€14,40). E escolheu bem porque gostou imenso.

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Já Ele pediu a tranche de salmão assado “beurre blanc” de limão (€14,40), acompanhado com legumes salteados e batata sautée (com cebola e ervas) e… não adorou. Achou o salmão seco e os acompanhamentos pouco surpreendentes. Eu tive mais sorte, porque pedi o prego de atum (€9,90), que não era mais do que um delicioso e bem feito lombo de atum em bolo do caco com maionese de wasabi. Vinha acompanhado de batatas fritas que eram simplesmente razoáveis. Como era dia se semana e estávamos cheios de pressa, não houve tempo para sobremesas.

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O serviço

Quando entrámos não vimos vivalma. Tivemos de falar alto uns com os outros para aparecer alguém para nos receber. Fomos simpaticamente atendidos por uma única funcionária que, com muita pena dela, nos explicou que não havia hambúrgueres e que o chef não tinha feito o prato do dia… Por isso, se a oferta já não era muita, ficou substancialmente reduzida.

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Pelo que percebi, à noite o conceito é outro, e o Equador é mais bar e tapas, e deve abrir o segundo piso. Por isso, presumo, que seja bem mais animado. Por isso, fica a promessa de um regresso, desta vez, à noite, para uma experiência que espero sinceramente que seja totalmente diferente.

1272827_602700009772675_1225877338_o.jpgO bom

O prego de atum

O mau

A tranche de salmão

O péssimo

O restaurante vazio

 

Boas viagens gastronómicas,

Ela

gin de romã estupidamente gelado e incrivelmente maravilhoso

Descobri este cocktail completamente por acaso e fiquei imediatamente rendida (prometo que os advérbios de modo ficam por aqui). Primeiro porque adoro romã, gin… nem se fala, e depois, porque segundo o site de Jamie Oliver, onde descobri esta receita, cada copo tem apenas 1 caloria… será possível? Espero que sim, porque, como sabem, estou de dieta, e um shot de gin a uma caloria cada, põe-me à vontade para beber vários… este cocktail é ideal para terminar em grande uma boa refeição. Precisa de copos de shot gelados, um bom gin gelado (basta coloca-los no congelador uma hora antes) e uma taça cheia de romãs.

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Ingredientes

  • Romãs
  • 1 garrafa de gin

 

Abra as romãs e retire as deliciosas sementes cor de rosa do seu interior. No final da refeição, encha os copos de shot gelados com as sementes de romã e com gin bem gelado. Não engula até ter esmagado bem as romãs na sua boca para sentir o aroma e o sabor desta fruta deliciosa. Depois de engolir, sirva outro… e outro, e vai ver que, além de um maravilhoso desbloqueador de conversas, este gin anima qualquer serão.

 

Boa farra,

Ela

 

receita e foto: jamie oliver

 

 

linguini preto com camarão e molho de sherry e cebolinho (um prato feito com o presente de natal de há seis anos)

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Confesso que esta receita nasceu no momento em que olhei para o bar cá de casa e vi uma garrafa de sherry que estava ali acampada há uns cinco ou seis natais. É daqueles presentes amorosos que recebemos do tio da mãe do sobrinho do irmão do pai daquele nosso primo em 12.º grau que vemos uma vez por ano no dia de Natal e de quem nunca nos lembramos do nome. No entanto, há sempre o tal momento constrangedor em que ele nos entrega um presente e nós não sabemos bem o que fazer porque... não comprámos nada.

Eu tenho uma técnica infalível. Olho para Ela e pergunto, com um ar incrédulo:

- Então, Ela, onde é que puseste o presente que comprámos tão carinhosamente aqui para o primo que não víamos há tanto tempo? E para o tio da mãe do sobrinho do irmão do pai dele, que nos comprou esta deliciosa garrafa de sherry? Não me digas que deixaste no carro... O quê?! Deixaste em casa?! Oh, minha santa Efigénia, como é que te pudeste esquecer?!

Costuma resultar. Pelo menos, ele finge que acredita. E eu volto sempre para casa com uma garrafa nova de alguma coisa que invariavelmente não costumo beber (devo ter cara de quem gosta de pinga...). Daquela vez, foi um sherry. Que esta semana terminou em cima de um delicioso linguine nero com camarão. Os astros gastronómicos conjugaram-se: no congelador estava uma embalagem de camarão e na despensa estava um delicioso linguine nero comprado no Lidl. Posto isto…

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Os ingredientes 

  • 500 g de linguine nero
  • 350 g de camarão médio
  • 80 g de manteiga
  • 50 ml de sherry
  • 2 dl de natas
  • Um molho de cebolinho
  • Azeite
  • Sal
  • Pimenta

 

…comece por ferver o linguine com água e sal até ficar al dente – menos um minuto do que o tempo previsto na embalagem. Enquanto isso, coloque a manteiga a derreter numa panela média. Acrescente metade do cebolinho e os camarões e deixe fritar em lume brando um minuto ou dois, sem ferver para não queimar a manteiga. Junte as natas e o sherry e vá mexendo. Assim que os camarões estiverem prontos, retire-os. Tenha atenção para não os cozinhar demais – os camarões devem ficar mal passados, caso contrário secam. Continue a cozinhar o molho por uns minutos enquanto mexe, até reduzir um pouco a quantidade.

Retire o linguine, passe-o por água fria para tirar a goma e coloque-o numa frigideira com um fio de azeite durante um minuto ou dois para ficar húmido. Sirva a massa numa taça e junte o molho e o camarão. Ou, se preferir, junte apenas no prato. Tempere agora com sal grosso, pimenta e o resto do cebolinho. Assim, fica menos salgado e vai sentir as pedras do sal ao trincar.

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Quem é que deu um bom presente de Natal, quem foi?

 

Um abraço para o tio da mãe do sobrinho do irmão do pai do nosso primo em 12.º grau, onde quer que ele esteja,

Ele

 

fotos: casal mistério

quer uma sugestão para almoçar neste fim-de-semana alargado? que tal o ichiban, o melhor japonês a que já fomos

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Foi a primeira vez na sua agitada vida gastronómica que este corpinho laroca entrou num restaurante japonês, se serviu convenientemente de molho de soja e no fim da refeição não lhe tinha tocado. Não é que o molho fosse de qualidade duvidosa – até porque nem sequer o provei –, é que o restaurante de que estamos a falar chama-se Ichiban, é mais uma das obras de arte gastronómicas que o Porto tem para oferecer ao país e tem aquela que para mim é, neste preciso momento em que lhes escrevo esta bela prosa, a mais criativa e deslumbrante cozinha japonesa deste modesto rectângulo à beira-mar plantado (neste caso, plantado junto à foz do rio Douro). E o deslumbramento começa logo à chegada.

 

 

e quem vai de férias com o casal mistério é...

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Este é um momento suficientemente solene para o transformarmos nos Óscares da fotografia original sobre comida e viagens. E por isso não podemos desvendar o mistério assim de repente. Chegou a hora de revelar quem foi o vencedor do Passatempo "Eu Vou de Férias com o Casal Mistério". São duas noites oferecidas num Hotel Heritage ARTEH@. E, como o prémio é digno de uma gala de smoking e vestido comprido, é preciso criar algum suspense. Primeiro, vamos fazer à Hollywood:

- Os finalistas são...

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...Bárbara Laborde com Rabo de Tigre Absolutamente Assustador a Fazer de Microfone...

 

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...Filipa Azevedo Coutinho com Entrada de Shirasu Sutatah (também conhecido como peixes minúsculos, transparentes e com olhos esbugalhados) em Hayama, Japão...

 

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...e Maria Lopo de Carvalho com Marajá e sua Senhora Sentados no Trono com um Casaco Felpudo em Tons de Dourado.

 

Primeiro, é preciso reconhecer que todos os concorrentes estiveram fantásticos. Houve fotografias maravilhosas com coletes salva-vidas ao peito, bóias na cabeça, hambúrgueres a rirem-se para nós, super-heróis a levantarem edifícios com as mãos e muito, muito, muito mais. Acreditem que foi ultra-hiper-mega-difícil escolher. Todas as fotografias - sem excepção - eram fantásticas e revelaram uma imaginação de nos fazer corar de inveja.

A escolha foi tão difícil que o momento da votação para os nomeados foi de uma violência digna de uma luta de wrestling. De tal forma que tivemos de convocar os quatro filhos mistério para votarem na vencedora final e evitarem o divórcio inesperado do Casal Mistério. Agora, antes que nos comecem a apedrejar por causa desta expectativa desmesurada, tchan, tchan, tchan, tchan, aqui vai:

- And the oscar goes to...

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...Maria Lopo de Carvalho com o magnífico Casal Marajá Vestido com Casaco Felpudo Dourado.

Muitos parabéns aos vencedores. Agora, é fazer as malas e seguir viagem.

Muito, muito, muito obrigado aos divertidos, criativos e animados leitores do Casal Mistério que tiveram a paciência de participar. Não ganharam desta, mas ganharão para a próxima.

 

Boas férias para todos onde quer que estejam,

Casal Mistério

 

fotos: arteh e dos nossos maravilhosos leitores

apetece-lhe comer uma pizza com massa caseira, à frente de uma lareira?

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A mim apetece-me. Ou melhor, já me apeteceu. E por isso é que embalei a criançada toda e rumei até Cascais para ver o que é que estava à minha espera no Pizza Itália, também conhecido como Caffe Itália (para ser sincero, ainda não percebi bem qual é o nome da criatura – mas desde que não seja Lyonce Viiktórya, por mim está bem). O que verdadeiramente interessa aqui não é o nome, é a pizza. E as pastas. E os grissini. E tudo o que torna este restaurante num dos melhores sítios para comer comida (bravo, Ele! Brilhante redundância!) italiana.

E é com frases destas que começam as discussões. Todos nós sabemos que não se pode falar de pizzas sem fundamentar cuidadosamente aquilo que se diz. E se aquilo que se diz é que um restaurante é um dos melhores sítios para se comer pizza, então é melhor vestir a armadura porque vem aí guerra. Mas antes de começar aí desse lado a vociferar furiosamente contra as aleivosias que eu digo, deixe-me explicar.

 

 

ideias de decoração para a sua mesa de natal

Jingle bell, jingle bell, jingle all the way... Hoje caiu em mim todo um espírito natalício. A árvore de Natal da Família Mistério já está feita desde o fim de novembro porque, cá em casa, vive-se intensamente esta época. As crianças, claro, adoram, Ele adora cozinhar e eu adoro… decorar. Este ano, vou fazer uma mesa de Natal à séria, em bom. E mergulhei fundo em sites e blogs em busca de inspiração. Aqui ficam algumas das minhas mesas e arranjos preferidos.

 

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classy-and-style.tumblr.com

 

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100layercake.com

 

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spoonforkbacon.com

 

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blog.styleestate.com

 

Feliz Natal,

Ela

praça central das amoreiras, o paraíso dos brigadeiros, das trufas, dos gelados e dos cafés

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O que é que pode ser melhor do que café e chocolate? 

Não sabe?

Não responde? 

Paralisou?

Congelou?

A resposta é fácil: café e gelado – e chocolate também. Tudo junto. E no mesmo local.

Foi assim que nasceu a Praça Central, nas Amoreiras: uma mistura de chocolates Godiva, gelados Artisani e cafés Delta. Que mais é que um homem pode desejar? Só mesmo uma mesa limpa...

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O serviço 

- Boa tarde, já escolheram?

- Já, ia só pedir-lhe se limpava aqui a mesa, sff...

- Concerteza.

E foi neste momento que o empregado olhou para a mesa e espetou o dedo indicador, não para me atacar "à dedada", como dizia o cozinheiro do Ratatouille, mas para atacar uma migalha que estava em cima da mesa. Com o cuidado de um relojoeiro, encostou o dedo indicador à migalha e elevou-a à altura dos olhos. Depois deu-lhe um subtil piparote para o chão. Virou as costas e afastou-se.

Eu ainda pensei que ele voltaria com um pano embebido em detergente uns segundos depois. Mas não. Voltou com os individuais e os pratos para nos servir. Quando percebi que, para ele, a mesa estava limpa, procurei ser um pouco mais específico:

- Depois não se esqueça de passar aqui um pano, sff.

Perante a surpresa pelo absurdo do meu pedido, o empregado hesitou, interiorizou a mensagem, encolheu os ombros e resignadamente acabou por ceder: uns segundos depois, apareceu com um pano na mão (a parte do detergente já é duvidosa...).

Com a mesa limpa, a coisa melhorou bastante. Eu senti-me à vontade para me encostar ao prato e aspirar cada migalha de chocolate que me apareceu à frente.

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A ementa 

Além dos chocolates, do café e dos gelados, há alguns pratos do dia, saladas, hambúrgueres e outras comidas rápidas. Como estávamos com pressa e o nosso único objectivo do dia eram os brigadeiros, Ela pediu uma salada caprese e eu um creme de couve-flor, um dos legumes que menos gosto neste planeta. No entanto... a sopa estava fantástica. Além de hiper-cremosa, estava mega-saborosa e ultra-leve. 

Já a salada Dela tinha um excesso de verde (alface e rúcula) directamente proporcional a uma escassez de tomate e mozzarella.

Mas o que importa aqui não são os verdes. São os chocolates. Além de um expositor só com trufas Godiva e outro só com os ótimos gelados Artisani, a Praça Central tem três tipos diferentes de brigadeiros: um tradicional de chocolate – macio e viciante; um beijinho de coco – super-mole e não doce de mais; e um casadinho – um brigadeiro metade branco e metade castanho, de um lado é feito de chocolate e do outro é de leite condensado. Escusado será dizer que devorei o casadinho, mesmo apesar do nome ridículo que orgulhosamente ostenta. Ela continua a preferir o brigadeiro tradicional, mas também adorou o beijinho de coco.

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O ambiente 

Fica mesmo debaixo da escadaria principal das Amoreiras, num local de passagem, mas tem uma decoração sóbria e simpática. É claramente um óptimo sítio para passar depois do almoço para beber um café e comer um chocolate. Da próxima, será uma trufa. E nem preciso de me sentar e ter de lidar com a migalha limpa à dedada. Ficarei ao balcão – e basta.

 

O bom 

O creme de couve flor

O óptimo 

Os brigadeiros

O péssimo 

O empregado a limpar a mesa com a mão

 

Bons brigadeiros para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: praça central

a volta ao mundo nas mais espectaculares luzes de natal

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Todos os anos, a conversa repete-se. Primeiro começa por dizer que adora o Natal. Depois, acrescenta que adora viajar – no Natal. Finalmente, concretiza:

- Este ano, podíamos ir fazer uma viagem no Natal e aproveitávamos para comprar os presentes para os miúdos todos... Boa?

Desde que três senhores com ar de prestamistas aterraram no aeroporto da Portela com as malas cheias de facturas para cobrar que eu limito a minha resposta a cinco pequenas letras: c-r-i-s-e.

Mas este ano, tenho uma resposta um pouco mais elaborada. E como o Casal Mistério se blogotransportou para o universo online, tem de ser uma resposta dada via Internet. Por isso, aqui vai:

- Minha querida Mulher Mistério, surpresa! Vou levar-te numa viagem virtual pelos melhores destinos de Natal. Em todo o mundo! Quanto aos presentes, podemos comprar online. Pronta para embarcar? Vamos embora:

 

Rio de Janeiro, Brasil 

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Japão 

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Austrália 

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Bruxelas, Bélgica 

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Paris, França 

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Polónia 

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Alemanha 

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Gotemburgo, Suécia 

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Copenhaga, Dinamarca 

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Medellin, Colômbia 

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Viena, Áustria 

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Gotemburgo, Suécia 

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Lago Genève, Suíça 

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E viva o Natal onde quer que ele esteja,

Ele

 

fotos:corbis; getty; keenpress; reuters; sime

salada de tomate cherry com pesto de rúcula e queijo feta para me mentalizar que estou de dieta outra vez

Pronto, hoje acordei mais uma vez com um imenso sentimento de culpa. Os últimos dias têm sido uma autêntica orgia gastronómica e o Natal está a chegar. É preciso emagrecer para, depois, poder engordar. Por isso, hoje o meu jantar vai ser light. Light… mas bom, claro, que eu não sou de desperdiçar uma boa refeição mesmo em dieta. A simples visão de tomates cherry e tomates pera salteados já me anima para enfrentar o resto do dia. E a receita deste blog que eu adoro é super fácil.

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Ingredientes para 4 pessoas

(para o pesto)

  • 3 colheres de sopa de nozes
  • raspas de 1 limão ralado
  • 1 dente de alho picado
  • Folhas de ¼ de um molho de manjericão fresco
  • 30 g de folhas de rúcula
  • 60 ml de azeite
  • Sal e pimenta q.b.

(para a salada)

  • 1 colher de sopa de azeite
  • 750 g de tomate cherry e tomate pera coloridos
  • 60 g de queijo feta 

 

Para fazer o pesto, pré-aqueça o forno a 190º C. Espalhe as nozes numa folha de papel vegetal num tabuleiro de ir ao forno. Deixe tostar até as nozes ficarem ligeiramente mais escuras, durante 6 a 8 minutos. Retire-as do forno e coloque-as num prato para arrefecerem. No copo de uma liquidificadora, junte as nozes, as raspas de limão e o alho e ligue para misturar. Junte o manjericão e a rúcula e volte a triturar até as folhas ficarem picadas. Ainda com a liquidificadora a trabalhar, despeje lentamente o azeite, até a mistura ficar húmida mas consistente. Coloque o pesto numa taça pequena, prove e tempere com sal e pimenta a gosto.

Para a salada, aqueça a colher de sopa de azeite numa frigideira, em lume médio-alto. Junte os tomates e uma pitada de sal e deixe-os saltear até os tomates ficarem quentes e as peles começarem a abrir, durante 3 a 4 minutos. Retire-os do lume e junte o pesto. Transfira os tomates com o molho de pesto para uma travessa e junte o queijo feita. Sirva de imediato.

Não é um manjar dos deuses, mas é um ótimo jantar para quem está de dieta…

 

Boa dieta para mim,

Ela

 

receita e foto: williams-sonoma

5 receitas deliciosas de chocolate quente para aquecer os dias gelados que estão aí

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A Serra da Estrela desceu até nós. As temperaturas caíram 5 a 6 graus, o vento deu cabo das árvores e a chuva inundou as estradas. Mas antes que comecem a dizer que o Casal Mistério vai abrir uma estação meteorológica, vou já passar para os finalmentes: nós temos a solução para a massa de frio polar. Não é um cachecol de lã; são cinco deliciosas receitas de chocolate quente. E quando digo deliciosas estou a dizer, por exemplo, chocolate quente de Nutella. É isso mesmo: prepare-se que este post vai aquecer. 

 

 

se beber este sumo duas vezes por dia vai dormir mais 84 minutos por noite (descubra do que é que estamos a falar)

Eu sei que a afirmação do título é um bocadinho definitiva de mais, mas a culpa é do último estudo da Universidade do Louisiana nos Estados Unidos. Depois de duas semanas seguidas a dar, duas vezes por dia, sumo de cerejas montmorency aos adultos com insónias, os investigadores concluíram que estes passaram a dormir mais 84 minutos por noite. A justificação está na libertação de melatonina, uma hormona que existe em abundância nas cerejas e que ajuda a regular o ciclo do sono.

E, como para mim, dormir é viver e viver também é dormir, lancei-me na Internet à procura das melhores receitas de sumo de cereja. E foi assim que encontrei esta deliciosa receita do site The Clean Dish, que tem ainda outra vantagem: além do sumo de cereja, junta-lhe um chá de valeriana, outro poderoso compincha dos insones.

Sleep-Tight-Cherry-Valerian-Juice-Insomnia-Remedy-

 

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