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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

extra! extra! a queijaria sugere os melhores queijos para a sua ceia de natal e os vinhos ideais para acompanhar

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Um Natal sem queijos é o mesmo que um peru sem recheio, ou uma árvore de Natal sem luzes, ou o Pedro Santana Lopes sem gel. É estranho, parece que falta ali qualquer coisa para nos deixar felizes. E é por isso que nós estamos aqui: para contribuir para a sua felicidade. Não vamos recomendar a marca de gel ideal para a cabeça de um ex-primeiro-ministro, mas vamos recomendar as marcas de queijos ideais para a sua consoada. Vamos é como quem diz. Nesta delicadíssima missão patriótica, pedimos a preciosa colaboração de especialistas. E especialistas em queijos em Portugal é sinónimo de Queijaria, a nova Meca do queijo em Lisboa.

 

 

os melhores vídeos virais de 2014 numa montagem única (até há comida e tudo)

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Houve saltos incríveis, imagens espectaculares e paisagens deslumbrantes. Houve gatos a andar de skate, um pai que se vestiu de Homem Aranha para fazer o filho sorrir e casais de desconhecidos que transformaram o primeiro beijo num momento mágico. Houve danças à volta de comida, garrafas a voar pelo ar e um cão com um pimento na cabeça. Houve momentos que nos fizeram rir, nos emocionaram e nos inspiraram. 

 

 

o presente ideal para oferecer: um kit para fazer cones de pizza em casa

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Este é um post para quem está a pensar nos seus presentes de Natal. É tentador, não é? Estamos a falar de um kit para fazer cones de pizza em casa. O conceito está na moda nos Estados Unidos e já existe há uns anos em Portugal. Eu prefiro claramente fazer em casa e escolher os ingredientes e a grossura da massa. E ainda por cima é fácil: só precisa de cortar a massa da pizza em triângulos, enrolar à volta de um cone e levar ao forno durante cinco a seis minutos nos 230 graus. Depois é só retirar a massa já rija e encher com os ingredientes que quiser: queijo, molho de tomate, rúcula, cogumelos, presunto, carpaccio, espargos frescos ou até um fio de azeite de trufa. É só escolher e voltar a levar ao forno. 

 

extra! extra! o chef kiko envia aqui uma receita especial de bacalhau para os leitores do casal mistério provarem neste natal

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Quem é que lhe disse que o bacalhau da véspera de Natal tinha de ser cozido com couves e grão? Quem é que lhe disse sequer que o grão tinha de estar em faustosas bolinhas a fumegar? Ou que o bacalhau tinha de estar quente? Este Natal vai ser diferente. E porquê? Porque o Casal Mistério convidou o chef Kiko Martins, do Talho e da recém inaugurada Cevicheria, para reinventar o bacalhau com grão para a consoada dos leitores do blog.

Quando lançámos o Casal Mistério, em Dezembro do ano passado, recebemos um simpático email do Kiko a elogiar os nossos inenarráveis textos. E, desde então, mantivemos uma relação platónica: nós sabemos quem o Kiko é (um dos melhores chefs da nova geração, dono de dois óptimos restaurantes e de uma invejável barba à Keanu Reeves), o Kiko não sabe quem nós somos. O que é divertido – sobretudo para nós. 

A única forma de comunicarmos é via email. E foi assim que o convidámos a enviar uma receita para os leitores do Casal Mistério: mandámos-lhe uma mensagem e ele respondeu.

O resultado é uma magnífica Ceviche Tuga, um dos pratos que pode encontrar no novo restaurante do chef, a Cevicheria, e que Kiko Martins partilhou com todo o Mundo Mistério espalhado por essa Internet.

 

quer passar um natal diferente e muito original? fuja até ao hotel do gelo na lapónia que abre já no dia 20

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São mais de 30.000 toneladas de gelo e neve, retirados do congelado rio Torne e das redondezas, esculpidas e trabalhadas por 42 artistas vindos de todo o mundo. Desde 1990 que todos os anos, por esta altura, em dezembro, o Hotel do Gelo abre ao público para depois derreter na primavera seguinte.

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Situado na aldeia de Jukkasjarvi, na Lapónia sueca,  onde vivem 1100 pessoas e 1000 cães, o Hotel do Gelo é uma experiência imperdível… para quem gosta de frio, claro. Para lá da originalidade do conceito, todos os detalhes são verdadeiras obras de arte. E este ano, como celebra 25 anos de existência, tem muitas novidades: 16 “art suites”, cada uma com um design específico, inspirados em conceitos como a perceção do tempo, a mudança das estações e, claro, o amor, esse tema tão recorrente em suites de hotel.

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Desde fadas em gelo, mecanismos de relógios ou um tabuleiro de xadrez gigante, a candeeiros, camas estilizadas com detalhes incríveis, todo o hotel é decorado com esculturas impressionantes de fazer inveja aos criadores do filme Frozen. Há ainda duas “deluxe suites”, que incluem uma casa de banho dentro do quarto e uma sauna.

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E, agora, perguntam-me vossas excelências, como é que se consegue dormir aqui onde a temperatura ronda os -5º C? Consegue-se, claro. Apesar das camas serem de gelo, têm por cima peles de animais que amortecem o embate e depois, recebe uns super sacos-cama térmicos que dá por si a suar lá dentro. Ah, um shot ou outro de vodka antes de ir para a cama também lhe garante um sono descansado.

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Este ano, a receção e a entrada principal fazem uma homenagem a todos os que ajudaram a construir o hotel com uma galeria com fotografias iluminadas e esculturas que representam a vida selvagem local. E o “ice bar” parece que nasceu de uma gigantesca explosão com fragmentos de gelo a decorar as paredes e com direito a uma imensa pista de dança.

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Para celebrar a sua 25ª construção, o Hotel do Gelo construiu o Aurora Hall, um teatro que mais parece uma cúpula gigante que pode ser alugado para festas privadas e espetáculos ao vivo para 150 pessoas. Construído só em gelo, cria um ambiente surpreendente com o seu teto transparente e uma acústica única.

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Depois há todas as experiências incríveis que só encontra no Hotel do Gelo: passeios de trenós puxados por huskies, saunas super quentes para compensar o frio do hotel, excursões a uma floresta encantada de tão gelada que é, e passeios por paisagens absolutamente deslumbrantes.

2412622A00000578-2874916-_Abject_Beauty_is_the_theConvencido? Ah e tal, e os preços? Que desmancha-prazeres. Como diria a minha avó, uma senhora não fala de dinheiro. Por isso, espreite aqui, porque não gosto de dar más notícias.

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Um Feliz Natal,

Ela

 

gin… gle bell, gin… gle bell, um cocktail com espírito natalício

Os sinos já ecoam nos meus ouvidos, se bem que com uma grafia diferente. Será doença? Ou simples obsessão? Mas festa que se preze tem de ter um bom cocktail de gin para abrir as hostilidades. E o Natal não é exceção. Como a noite da consoada é sempre sinónimo de casa cheia, tem de ser um cocktail fácil de fazer e ao mesmo tempo irresistível. Aqui fica a minha sugestão: gin de toranja, uma receita do delicioso blog A Beautiful Mess.

Tem é de fazer um bar self service, se não enlouquece. Disponha todos os ingredientes no bar e sugira aos seus convidados que se sirvam. Não se esqueça de colocar um copo medidor para o gin.

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os 13 mais espectaculares biscoitos de natal (sim, estes aqui em baixo são biscoitos, não são enfeites)

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Estamos sempre a falar de comida óptima, saborosa e de nos deixar a babar. Pois bem, agora que é Natal, é altura de falar de beleza. Não, não vamos fazer um post sobre a Gisele Bündchen, vamos organizar o desfile Victoria's Secret dos biscoitos de Natal. São as mais bonitas, mais deslumbrantes e mais bem apessoadas bolachas para fazer este Natal. Há desde flocos de neve a árvores, passando por um maravilhoso boneco de neve a derreter-se. Mas há mais uma surpresa: além de lindos, estes biscoitos também são óptimos. Quem é o primeiro ou a primeira a meter-se na cozinha? Depois quero ver como é que ficaram as decorações nos seus bolos de Natal...

 

Biscoitos de baunilha com buttercream

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Biscoitos de baunilha por baixo, buttercream com caramelo em cima e ainda sprinkles no final para fazer os desenhos. O que mais gosto? Do ar rústico dos desenhos. Na casa mistério não ficava nada mal. Veja a receita do Half Baked Harvest aqui.

 

Boneco de neve a derreter 

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É, sem dúvida, a mais genial ideia de decoração para um biscoito de Natal. O desgraçado do boneco de neve a derreter depois de ter saído do forno e antes de entrar na goela. Se não corre o risco de traumatizar as crianças (cá em casa a equipa de futsal tornou-se pouco sensível às questões que envolvem comida), avance com esta receita que é maravilhosa. O corpo é feito com queijo creme, o chapéu é meio bombom de manteiga de amendoim, os olhos são chips de chocolate e o nariz é um sprinkle de laranja. Confesse lá, é ou não é brilhante esta receita do I am baker?

 

Biscoitos de flocos de neve 

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Parece uma decoração para a árvore de Natal, mas não: quanto muito será uma decoração para o seu estômago. Por fora, o aspecto dá um ar extra-açúcar, mas por baixo daquela capa de açúcar de pasteleiro esconde-se uma bolacha sensível e delicada, feita de gengibre, amêndoa, cardamomo e canela. Veja a receita do The View from Great Island que vale a pena.

 

Coroas de Natal 

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É verdade: desde que fomos educados a comer o Pai Natal, o coelhinho e o palhaço no comboio a caminho do circo, tudo é possível. Neste caso, vão as coroas de Natal. E estas não são feitas de azevinho. Levam chocolate branco, mentol, corn flakes e marshmallows. Não está nada mal. A receita e a foto são do Foodie Crush.

 

Árvores de Natal de bolachas shortbread 

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Está a ver aquelas deliciosas bolachas shortbread? Eu não estou só a ver como já estou também a cheirar e a saboreá-las. Em sonhos, é verdade – mas estou. Agora junte-lhes uns rebuçados verdes derretidos por cima e uns enfeites de bolos. O resultado são estas sumpimpas bolachas de Natal do Just a Taste.

 

Bolachas de Natal Sicilianas (não, não tem nada a ver com a máfia) 

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Quando percebi que a ideia era juntar figos secos, pistácios, pinhões, nozes, mel e marmelada de laranja no recheio de uma mesma receita, já nem olhei bem para a fotografia. Neste caso, os ingredientes estão taco a taco com os dotes de artista. A receita e a foto vêm do óptimo Food 52.

 

Enfeites de Natal de Shortbread 

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Mais umas bolachas maravilhosas para pôr na árvore de Natal. A vantagem é que a decoração é fácil de fazer: basta juntar leite, açúcar de pasteleiro e tinta para comida. Faz uma taça destas para cada cor que queira usar e depois é divertir-se este fim-de-semana com os miúdos. Veja a receita aqui

 

Sanduíches de bolachas coloridas 

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Leva creme tártaro, açúcar em pó e enfeites coloridos para bolos. Mas não é fácil. A começar logo pelas pequenas árvores no centro das bolachas. E continuando na farinha especial usada. Mas ninguém disse que as coisas espectaculares eram fáceis. A receita é do I am Baker.

 

Neve em biscoito 

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Os biscoitos são básicos, a decoração é do melhor. Não se pode dizer que desenhar os flocos de neve com este detalhe seja a coisa mais fácil do mundo, mas lá que vale a pena vale. Afinal de contas é Natal. Respire fundo, ganhe fôlego e veja a receita do Bakers Royale aqui.

 

Biscoitos de queijo creme com uma dedada em cima 

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O recheio de queijo creme já seria suficiente para mim, mas a dedada feita com o polegar no fim para criar aquele vale é maravilhosa. Além disso, é um programão para as crianças. A receita é do Foodie Crush.

 

Animais do presépio

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Entre a vaca, a ovelha e o burro, quase que dá para fazer um presépio de Natal com biscoitos de chocolate. E recheados com mascarpone. Se colocar estes biscoitos em cima da mesa de consoada, tem a decoração tratada. Quem é que precisa de mais do que esta receita do Huffington Post?

 

Biscoitos com creme de chocolate preto e mentol

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Ok, esta receita do How Sweet it Is não tem decorações de Natal, mas eu fiquei simplesmente rendido ao aspecto maravilhoso do creme de chocolate por cima. E, além disso, tem mentol. E eu sou um hooligan adepto de After Eights.

 

Biscoitos de árvore de Natal 

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Baunilha, farinha, ovos, manteiga, açúcar e leite. Como vê, não pode ser assim tão difícil fazer estas espampanantes árvores de Natal. A receita e a foto são do Damn Delicious.

 

Um bom Natal para si onde quer que os biscoitos estejam,

Ele

ostras bloody mary, o meu presente para ele começar a consoada em grande

Tenho um anúncio solene a fazer. Este Natal vou para a cozinha. Vou fazer uma surpresa ao meu querido Marido Mistério. Ele portou-se bem durante o ano, é um ótimo marido, um pai dedicado e atento (ainda por cima não é de se deitar fora… até hoje a minha mãe se pergunta como é que eu, uma miúda tão pouco prendada, consegui casar com “um rapaz assim e ainda por cima bonito” – definitivamente não valoriza as minhas imensas qualidades mas enfim...). Por tudo isto, vou pôr o avental e preparar-lhe uma entrada que Ele vai amar: Ostras Bloody Mary, uma receita que encontrei aqui. Ele adora ostras e adora picante, a receita é tão fácil que até eu consigo fazer, por isso não há margem para erro. Basicamente são ostras com um molho inspirado no famoso cocktail Bloody Mary.

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Ingredientes

Para 4 pessoas

  • 12 a 16 ostras frescas, abertas (porque abri-las é um filme de terror)
  • Sal q.b.
  • ½ chávena de sumo de tomate
  • 1 talo de aipo picado
  • 1 colher de sopa de rábano
  • Molho picante
  • Endro fresco

 

Coloque as ostras abertas num tabuleiro coberto de sal grosso, de forma a que se mantenham direitas e não caiam. Tempere-as com o sumo de tomate, o aipo, o rábano, um gotinha de molho picante e endro. E já está!

É desta que faço um brilharete na cozinha e com uma receita chique e bem picante para apimentar a nossa noite de consoada.

 

Feliz Natal,

Ela

 

receita: sweetpaulmagfoto: susanna blavarg

uvas em gelo com chocolate lascado e shots de grappa: o petisco ideal para acompanhar a abertura dos presentes este natal

Adoro receitas de doces. E gosto mais ainda de receitas fáceis. Por isso esta maravilhosa receita do Jamie Oliver entra já direitinha para o meu top de preciosidades a fazer neste Natal. 

Caros elementos da vasta Família Mistério (muitos dos quais não sonham o que nós fazemos e outros não sonham sequer o que é um blog), tenho um importante anúncio a fazer: na ceia de Natal, depois do jantar e no momento de nos atirarmos aos presentes como hienas a um pobre esqueleto, será servido na Mansão Mistério este doce-petisco, para ir picando enquanto se rasga furiosamente papéis de embrulho. Estou a falar de uvas congeladas com chocolate e grappa, a deliciosa e suave aguardente italiana.

 

Ingredientes 

  • Uvas pretas
  • 1 tablete de chocolate preto
  • 1 tablete de chocolate de amêndoa
  • 1 tablete de chocolate de avelã
  • 1 garrafa de grappa

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Só precisa de colocar as uvas e a garrafa de grappa no congelador três horas antes de servir. Na altura de levar para a sala, coloque as tabletes de chocolate dentro de um saco e bata-as contra o balcão da cozinha, para se partirem em lascas grandes, desordenadas e misturadas. Faça uma pilha com os pedaços de chocolate em cima de uma tábua de madeira bonita. Coloque as uvas congeladas ao lado e sirva com shots de grappa. Vai ver o que é a maravilhosa combinação dos sabores dos três chocolates (do mais doce ao mais amargo), com as uvas congeladas e a suavidade forte da grappa. Se não gostar de grappa (eu adoro!) pode também experimentar com licor de limoncello que, apesar de ser doce, não deve ser nada mau.

E é assim que faz pequenas bolas de gelado de uva com chocolate sem ter o mínimo de trabalho. Está a ver uma melhor maneira de acompanhar a abertura dos seus presentes de Natal?

 

Bons doces para si neste Natal onde quer que esteja,

Ele

 

receita e foto: jamie oliver

a cafetaria do el corte inglés, o caldo verde empapado e a empregada a enfiar a mão dentro do sumo

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O serviço 

A empregada aproximou-se com um enorme alguidar cheio de sumo nas mãos, num esforço quase sobrehumano. Ao chegar ao lado daquelas máquinas de sumo que estão constantemente em rotação, começou a entornar cuidadosamente o líquido para dentro do recipiente.

Até aqui, tudo estaria bem se, de repente, um dos acessórios da máquina não tivesse caído para dentro do sumo. E a senhora não tivesse pousado o alguidar no balcão, arregaçado a manga e introduzido a sua delicada mão dentro do sumo para retirar o acessório. A seguir limpou a mão e fechou a tampa da máquina como se nada fosse. Para ela, o sumo estava pronto para ser bebido pelos clientes.

Este episódio dantesco foi só o pináculo de uma refeição para esquecer. Carregados de sacos de presentes, resolvemos sentar-nos os dois ao balcão da cafetaria do El Corte Inglés para comer qualquer coisa rápida ao almoço. Falha. Erro. Drama.

Além de termos ficado mais próximos desta cena, comemos. E isso nem sempre é bom.

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A ementa 

Eu pedi um caldo verde com chouriço e broa de milho que vinha com um óptimo aspecto na fotografia da ementa. Comecei a salivar de prazer e já estava quase de babete ao pescoço quando me chegou à frente um prato de sopa empapada com batata a mais e chouriço a menos. Além de estar muito próxima da argamassa, a sopa trazia duas rodelas de chouriço com a consistência típica de uma pastilha elástica Super Gorila. Virei-me para a broa num gesto de desespero típico de um náufrago que vê ao lado a última bóia salva-vidas, mas... nova desilusão: a broa era tão enfartante que eu mais parecia a réplica de Cavaco Silva a comer uma fatia de bolo-rei. A seguir pedi um presunto com mozarela e pesto que veio acompanhado com grissini e pão banalíssimos.

Ela preferiu uma salada de frango com amêndoas, nozes, alface, maçã e molho de iogurte magro. Estava francamente melhor do que o caldo verde, mas ainda hoje Ela continua à procura das nozes, das quais não encontrou quaisquer vestígios.

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O ambiente

Ao entrar aqui senti-me a chegar a Badajoz nos anos 80, quando ficava maravilhado com umas escadas rolantes ou um saco cheio de caramelos. O problema é que o mundo mudou e a cafetaria do El Corte Inglés parou. Tanto no estilo das cadeiras, como nas ementas plastificadas e com fotografias.

Não percebo como é que é possível ter lado a lado dois espaços tão diferentes como o Cinco Jotas Gourmet e a Cafetaria. É a mesma coisa que comparar Montecarlo com Pyongyang. O problema é que, desta vez, nós almoçámos em Pyongyang.

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O bom 

Perdão, importa-se de repetir?

O mau 

O caldo verde

O péssimo 

A mão da empregada dentro do sumo

 

A minha solidariedade para com as pessoas que beberam aquele sumo, onde quer que elas estejam,

Ele

 

fotos: cinco jotas gourmet, zomato, el corte inglés

novidade! novidade! o chef kiko, do talho, abriu hoje um novo restaurante de ceviches em lisboa

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Tem pouco mais de uma hora a última novidade do universo da restauração lisboeta. Kiko Martins, o chef d' O Talho e do Chefs' Academy, resolveu virar-se para os peixes e abriu às cinco da tarde deste sábado o seu novo restaurante, A Cevicheria. Aqui vai haver empanadas e aquela que é uma das mais fortes razões que me vão fazer levantar do sofá no meio deste frio de cão: os quinotos, que são risottos feitos com quinoa. Mas a especialidades serão as ceviches, como esta bem apessoada ceviche de atum, abacate, algas e folha de arroz.

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Para acompanhar tudo isto, há pisco sour, uma bebida típica da América do Sul feita com sumo de limão (ou de lima), aguardente Peruvian Pisco, clara de ovo, xarope de açúcar, gelo e Angostura bitters (uma mistura alcoólica de ervas e especiarias). 

Kiko Martins passou um ano a viajar pelo mundo, ficou instalado em casas particulares e aprendeu a cozinhar os pratos típicos de cada região com as famílias que o alojaram. O resultado é um turbilhão de criatividade, imaginação, sabores e óptimos petiscos.

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O restaurante vai estar aberto durante todo o dia, do meio-dia à meia-noite e – drama! – não vai aceitar reservas.

Eu já estou à porta de casa à espera que Ela se digne aprontar-se para ver se arranjo mesa para hoje. Se também estiver para aí virado, aqui fica a página do Facebook. A morada é Rua D. Pedro V, 129, em Lisboa. 

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Boas ceviches para si onde quer que esteja,

Ele

o mundo servido à mesa de uma forma criativa e deliciosa

A ideia era promover o Festival Internacional de Comida de Sydney e a organização pediu à agência de publicidade WHYBIN\TBWA para criar uma campanha. E os criativos desta agência superaram-se ao decidir recriar 18 bandeiras nacionais recorrendo aos pratos típicos de cada país. O resultado é simplesmente delicioso.

 

India – Caril, Arroz e Papadum

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Itália – Manjericão, Pasta e Tomate

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Brasil – Folha de Bananeira, Limas, Abacaxi e Maracujá

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Japão – Atum e Arroz

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Grécia – Azeitonas e Queijo Feta

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Líbano – Lavash, Fattoush e Ramo de Erva

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Vietnam - Rambuteira, Lichia e Carambola

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Austrália – Tarte de Carne e Molho

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Coreia do Sul - Kimbap e Vários Molhos

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Reino Unido – Scone, Chantilly e Doces

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França – Queijo Azul, Brie e Uvas

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China – Pitaya (ou Fruta do Dragão) e Carambola

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Estados Unidos – Cachorros Quentes, Ketchup, Mostarda e Queijo

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Indonésia – Caril Picante, Arroz e Sambal

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Turquia – Lokum (ou Delícia Turca)

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Espanha – Arroz com Chouriço

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Tailândia – Molho de Chili Doce, Coco e Caranguejos Nadadores Azuis

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Suíça – Presunto e Queijo Emental

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Portugal, infelizmente, ficou de fora desta lista. Que ingredientes usaria para ilustrar a nossa bandeira? Talvez azeitonas para o verde, um pastel de nata para o brasão de armas e... para o encarnado? O que me sugerem?

 

Um ótimo sábado,

Ela

 

fotos: WHYBIN\TBWA

 

dois aperitivos para começar o fim de semana em grande

Segundo vários dicionários da língua portuguesa, aperitivo é “aquilo que abre o apetite”. Nunca percebi essa necessidade. O meu apetite nunca precisa de ser aberto, antes pelo contrário, precisa desesperadamente de ser fechado, porque está sempre em alerta máximo. Mas para todo o resto da humanidade que não sofre do meu mal, aqui ficam duas ótimas ideias da incansável Martha Stewart para servir antes do jantar.

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Dip de Ovos, Creme Fraîche e Ovas 

  • 12 ovos bem cozidos picados
  • ½ chávena de creme fraîche
  • 3 colheres de sopa de cebolinho fresco e picado
  • ½ colher de chá de sal
  • ½ colher de chá de mostarda Dijon
  • 170 g de ovas de truta 

 

Junte todos os ingredientes, exceto as ovas, numa taça. Espalhe bem e alise o topo. Coloque no fim uma camada de ovas. Sirva logo com umas tostas ou bolachas de água e sal.

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Guacamole de Pistácios

  • 6 abacates maduros, descascados e sem caroço
  • 3 colheres de sopa de sumo de lima
  • 1 chávena de pistácios descascados, tostados e picados
  • Sal q.b.

 

Numa taça, esmague os abacates e o sumo de lima com a ajuda de um garfo. Junte 3 colheres de sopa de pistácios e tempere com sal. Coloque por cima os restantes pistácios e sirva com chips ou tostas.

São dois aperitivos super fáceis e deliciosos. Eu não precisava de nada disto antes do jantar, mas como infelizmente a minha força de vontade é igual à gravidade da Lua… adeus dieta, até amanhã!

 

Um ótimo fim de semana,

Ela

 

receitas e fotos: martha stewart

as melhores cervejas artesanais para combinar com cada prato de natal (uma escolha da cerveteca em exclusivo para o casal mistério)

É Natal, é Natal

Paz, amor e luz.

Só estão mal, muito mal

Todos os perus.

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Desde que, aos 5 anos, comecei a perceber a diferença entre um peru e um frango que, todos os dias de Dezembro, acordava a cantar esta música. O problema é que, quando eu tinha 5 anos, esta música era o cúmulo do rigor. Mas hoje é preciso acrescentar algumas linhas à lista dos que estão mal. Além dos perus, cá em casa comem-se bacalhaus, leitões, salmões, patos, perdizes, arenques e outros petiscos que fazem os seis elementos desta Família Mistério revirar os olhos de júbilo (sim, o arenque fumado também pode ser uma delícia). A tradição tem vindo a tornar-se cada ano menos tradicional. E, em 2014, decidimos mudar mais um velho hábito: o vinho.

Mobilizados pelas maravilhosas cervejas artesanais que temos vindo a experimentar, vamos trocar o vinho por cerveja nesta consoada. Mas, como ainda estamos longe de nos tornar especialistas na matéria, resolvemos pedir conselhos a quem realmente percebe do assunto: a Cerveteca, o melhor e mais completo bar (e loja) de cervejas artesanais de Lisboa.

E foi assim que a Carolina Cardoso e o Rui Matias surgiram na nossa vida (neste caso, no nosso e-mail). Simpaticamente, aceitaram o nosso desafio (Ela insistiu muito nesta questão da cerveja artesanal) e sugeriram a melhor cerveja artesanal para acompanhar cada um dos pratos de Natal. As comidas foram escolhidas por nós; as cervejas, por eles. Se mais alguém estiver a pensar em beber uma cerveja artesanal neste Natal, aqui tem o imprescindível guia para ir às compras.

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Como aperitivo

Mikkeller Spontan Cherry. Estilo "sour", de fermentação espontânea com cerejas e envelhecida em barris de Chardonnay. 


Com as entradas 
Mean Sardine Amura. Uma American Pale Ale da Ericeira. Tem um excelente aroma, frutado e fresco, a lúpulo e a toranja. Tem um sabor a malte e citrinos, bom amargor e um final seco.

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Com os queijos
Maldita Barley Wine. De aroma frutado intenso e duradouro, esta cerveja de Aveiro tem notas leves a caramelo conjugadas com um amargor característico do estilo.

Com os presuntos e enchidos 
Passarola IPA. Uma verdadeira India Pale Ale, com um marcante aroma frutado e com o típico amargor do lúpulo.
 
Com o peru 
Duchesse de Bourgogne. De sabor ácido e frutado, a comparação mais comum é com o vinagre balsâmico. Atinge o seu potencial se for bebida entre 8º e 10º C. É óptima para cortar sabores fortes. 

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Com o bacalhau
Mikkeller It's Alive (edição mango & chardonnay). Fermentada com mangas para um sabor tropical adocicado, o envelhecimento em barris de Chardonnay confere-lhe um carácter viníco.  

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Com as rabanadas 
Tripel Karmeliet. Uma cerveja belga cremosa, sem amargor e com aroma baunilhado e de especiarias que liga lindamente com doces.

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Com o bolo rei 
Brewdog Santa Paws. Uma scottish ale com mel, criada especialmente para o Natal de 2014. Acompanha lindamente sobremesas com frutas cristalizadas e secas, o que a torna a combinação ideal para o bolo rei.
 
Com o café 
Brewdog Mixtape. Uma mistura complexa de duas cervejas (uma belga lupulada e uma India Pale Ale) envelhecidas em barris de whisky durante dois anos. Tem 14,5% de álcool para terminar a consoada em beleza.

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E agora, resta-nos cantar:

 

É Natal, é Natal,

Venham as bandejas,

Que já temos aqui abertas

Todas as cervejas.

 

Boas cervejas de Natal para si onde quer que esteja,

Ele (com a preciosa ajuda da Carolina e do Rui, da Cerveteca)

chegaram os bolos de natal à padaria portuguesa (e nós já provámos as óptimas broas castelares)

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É uma das novidades mais esperadas do mundo pasteleiro português: a Padaria Portuguesa já tem à venda os seus bolos de Natal. Há bolo rei, bolo rainha, azevias e coscorões, além das maravilhosas arrufadas que eu gosto tanto no Natal como na Páscoa, no Carnaval, na praia ou em qualquer altura do ano. Isto já seria suficiente para me deixar em alerta máximo. Mas, como o bolo rei (e, sobretudo, o bolo rainha) é um assunto demasiado sério e que merece um post especial dedicado aos melhores do mundo (oh, meu Deus, quais serão?!), hoje vou falar do meu outro bolo de Natal preferido: as broas castelares, também conhecidas entre os amigos por broas deliciosas.

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Esta semana, fui à Padaria Portuguesa de Belém provar essas pequenas preciosidades. Mas, antes dos elogios, só uma queixa: por alma de quem é que as broas não são vendidas à unidade e só em caixas de 250 gramas para levar para casa? É uma desconsideração inexplicável para com a pobre broa. Lavrado o protesto, sigamos em frente.

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Semi-contrariado, comprei apenas uma caixa para dividir com a nossa delicada equipa de futsal que come bolos de Natal com a mesma voracidade com que um papa-formigas aspira insectos. Só quando cheguei a casa com a caixa de broas reduzida a meia broa – sim, comi 12 broas pelo caminho – é que me apercebi de que 250 gramas não chegavam para seis bocas (na verdade, quase não chegaram para uma).

Mas voltando ao que interessa: vale ou não a pena experimentar as broas da Padaria Portuguesa?

Pausa. Suspense.

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Gosta de laranja? Eu adoro, por isso adorei as broas da Padaria. Feitas com casca de laranja moída e mel, percebe-se perfeitamente o sabor adocicado da fruta. Além disso, têm farinha de milho e de trigo (que eu gosto), batata doce (que eu adoro), coco (que eu amo) e amêndoa (que eu venero). Para os mais moderados, são talvez um pouco doces demais e sabem demasiado a laranja. Mas, para mim, estão óptimas e, além disso, cozidas no ponto. 

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Para lá das broas, a Padaria Portuguesa tem também outras surpresas de Natal à venda, para levar para casa ou para oferecer a alguém: caixas para guardar bolachas, canecas e compotas. Qualquer uma destas coisas dá um presente engraçado. 

E agora tenho de arranjar espaço para provar as azevias. Ginásio, aí vou eu! Contrariado, mas vou...

 

Boas broas para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: casal mistério e padaria portuguesa